“Meu pai não bebia, não fumava e morreu cedo. Não roubava e morreu pobre. Tirava o que tinha para dar para os outros e teve poucas pessoas para carregar seu caixão. Depois que ele morreu, nenhum parente perguntou se seu filho precisava ou não de algo. Ou seja, em vida meu pai me ensinou a ser a melhor pessoa que eu conseguir. Em morte, me ensinou a não esperar nada em troca por isso.
“Então ouvi no rádio uma música que parecia conhecida. Dizia qualquer coisa como “a realidade não importa, o que importa é a ilusão” no que eu concordava plenamente. Pelo menos nos últimos meses, não me acontecera nada além de fantasias.
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Caio Fernando Abreu - Onde andará Dulce Veiga? (via
rockdesaia)